terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

"Meu Mundo"


Vou agora desejar profundo,
me esconder do mundo.
profundo a dor,
de mundo desse amor.

Vou depois cavar bem fundo
ou não me chamo Raimundo
fundo olhar triste,
como que se Raimundo pedisse.

Vou outrora gritar ao mundo
eu poeta vagabundo
meu mundo é vestal.

Vou antes que mudo
desta vida moribundo
mudo é meu silêncio.

Guilherme Alves

11 comentários:

Poetizando a Vida disse...

Para mim é um imenso prazer postar uma poesia desse cara. Guilherme, sabes que sua poesia sempre te denuncia... "meu mundo é vestal..."

Obrigado!!


PS: Quero informar que consegui contado e temos mais três colaboradores, entre eles uma cronista. Então aguardem por que nosso blog só tem a crescer.

Unknown disse...

Nosso blog ta bombando hein!
Gui e seus trocadilhos... grande poeta...

um abraço

Unknown disse...

comentar minha propria poesia é algo complicado,mas é o que sempre digo escrever é conceber...é sentir todas as dores,e ai está uma delas.
espero que gostem e um abraço a todos
gui

James disse...

O poeta é homem triste que chora sobre o papel, e o papel escreve palavras para consolar o chorante. Mas papel é papel, não consola, só sobram mais lágrimas, e mais palavras...

Grande Gui, é bom ter a graça de ver quão belas palavras o papel te deu por consolo, e o que não consola a ti que console a nós..

Agora me calo, pois tbm "Mudo é meu silêncio".. rsrs

Um grande abraço...
Até!

Unknown disse...

"chorante"...nada tão massa no mundo das palavras do que conhecer uma nova...

James disse...

horas... quem chora não é, por vez, um chorador... (risadas)?
mas se te consola bela bere, posto mimha humilde correção:
".. consolar o tal que chora."
Até!

Otnael disse...

Saudade palavra triste, quando se está longe de grandes amigos...
hj eu acordei sei lá entende..
com saudade da coca e do banco da praça...
onde com amigos irmãos...
entrava em dilema sobre os sonhos de uma almejada primavera....
a primavera poderia nunca chegar que eu sobreviveria.... mas a coca quem dera nunca tivesse acabado...
e o banco da praça e o arremeço de pedras ao rio... este nunca deveria ter terminado, e eu tudo bem me conformaria em ser sempre o que arremessava as pedras desajeitadamente, mas isto tinha um fundo de aviso, elas caiam perto da marge onde eu estava... na verdade é assim que sempre desejei meus amigos perto... não só do coração...

Gui grande abraço meu mano do coração

abração
Panga

Máhh disse...

O Panga também é poeta...rsrsrs.. saudade desse ser.
Gui saudade de ti também ser amado.
Belas palavras tuas, guarda isso com toda a tua força.

Abraços.

Unknown disse...

"chorante", "chorador"...agora são duas!!! James, releia, em nenhum momento considerei negativa sua inovação. Eu disse: "nada tão massa no mundo das palavras do que conhecer uma nova..."
Traduzindo, felicito-o pela criatividade...

O Panga sempre lembrando dessa tal Coca, será q onde tu tá Panga, é tão isolado assim q além do MC Donald nem a Coca chega??huahauhauhau

saudades tuas tbm amigo Panga...

abraço em todos

James disse...

Olha quem por aqui, nos apareçe...
Meu velho estimado panga..
Saudades de ti camarada..
E, por Deus, não conhecia seu lado poético...
E, Vinicius, publica a obra "Saudades da Coca" do panga, afinal, quanto a saudade, ela faz reviver os pequenos momentos, doando-lhes o valor que merecem, o dos grandes instantes...
Um Abraço...
Até!

Jackeline Montibeler disse...

Gui... trocadilho perfeitos..
E maravihoso ter pessoas tão talentosas próximo a nós...
Lindo Gui...
Saudades!