sábado, 1 de março de 2008

"Doces Desejos"

Caminharam de mãos dadas em direção ao carro. Tomando iniciativa de abrir a porta afim de que ela entrasse, beijou-a levemente o pescoço. Esperou que ela entrasse, dando a volta ao carro em seguida.
Friccionou os olhos com força no intuito de, ao abri-los, acordar. Ainda não havia sido capaz de compreender que tudo aquilo realmente era real, e mais do que nunca estava vivendo seu sonho. Ele entra e dá partida. Durante o trajeto por algumas vezes ele perguntou se ela estava sentindo-se bem ou se desejava algo. Da mesma forma, desenhando um sorriso na face, respondia estar satisfeita. Em meio as palavras era possível perceber o amor recíproco entre ambos, satisfazendo-se com o bem alheio.
Ele havia prometido nas primeiras horas do dia que a levaria a um lugar qual, considerava deslumbrante. Diferente de muitos que alguma vez já contemplara. Embora refletisse ela de que naquela região, todos os lugares pareciam diferentes de qualquer outro.
Sentia-se, naquele momento meramente indefesa, como se cometendo a maior de suas loucuras, mas curiosamente satisfeita, apesar de não saber como proceder com os fatos.
Foi no cume da montanha onde parou o carro. Ao inclinar-se, com uma de suas mãos alisou nela os cabelos e beijou-a de leve nos doces lábios.
Já lá fora se pos a contemplar a vista. Por momentos seu olhar se perdeu no horizonte indivisível. Não pode distinguir onde terminava a terra, onde começava o céu. Era semelhante a uma cidade de ouro, mas era dourado de sol, que se punha. Construções que dantes pareciam rasgar o céu tornavam-se insignificantes à imensidão que as rodeavam. Lá no extremo fim do horizonte talvez houvesse montanhas, ou existisse mar. As cores logo explodiam no céu transformando o suave azul em fogo.
Docemente sentiu suas mãos deslizarem por sua cintura, e depois o abraço. Concordou que era um cenário majestoso.
Ao encostar-se numa pedra, a trouxe para mais próximo de si beijando-a nos lábios, sedento. Enquanto uma mão alisava os leves cabelos, a outra deslizava pelas costas, sob a fresca blusa de cetim.
Seus desejos mais íntimos não tardaram em aflorar, refletindo nos seus gestos. À medida que os minutos passavam, com mais intensidade suas mãos lascivas a exploravam no corpo macio. Completamente ela deixava-se levar pelo seu desejo, que era lindo com ele.
Abriu um a um os botões de sua blusa, que ele tratou de tirar dos braços. Seus lábios desceram de seu ombro para seus seios, enquanto suas mãos a tocavam abaixo das costas. Ele tirou dele a blusa, e dela, a saia.
Sentiu palpitar o corarão ao contemplar a imagem seminua de seu anjo. já não suportava a ânsia de não pode-la ter, e torná-la tão somente sua.
Ela sentia-se meio nervosa, sem, no entanto, transparecer. Seu corpo fervia pelo desejo. Porem, talvez ele não soubesse que essa seria sua primeira vez.
Fez com que ela deitasse sobre a relva beijando-a no ventre.
Ela, desde os joelhos o acariciava, com suas mãos as coxas, e com os lábios desejosamente as beijava. Ascendendo aos poucos. Seus cândidos lábios então tocaram seu rígido membro, que seus dedos carinhosamente também exploravam. Deslizando seu corpo sobre o dele, assim provocando arrepios, o beijou nos lábios.
Abraçou-a rigidamente, ficando sobre ela, mergulhando mais intensamente numa troca de espontâneas e selvagens caricias, por um tempo indeterminado que não se coube calcular.
Gemeu quando, enfim, a penetrou. Dolorido sim, mas a deliciosa e singular sensação sentida suplantava e sobrepunha qualquer outra. Sentir o calor dos lábios e a virilidade do homem a quem tanto intensamente amava comparava-se a uma misteriosa e sensual magia.
Sentiu dentro de si tamanha explosão que a levou a inclinar o corpo. Soou um grito rouco, talvez uma palavra que não tomou forma.
Ambos sentiam tremer dentro de si as bases de suas almas, transpondo a realidade à um paralelo surreal.
Nada mais em milhões de galáxias tomava sentido, nem mesmo seu imenso planeta. Somente seus próprios corpos tomando-se um.
Envolta num abraço, aconchegou a cabeça em seu peito com um meio sorriso nos lábios.
O sol já dera lugar à lua. Lá em baixo a cidade dourada tornara-se prata, e algumas regiões, eram como pequenos vaga-lumes. O mundo ao seu redor foi adormecendo. Os dois mergulhados em eternas juras de amor, selados por calorosos beijos e caricias que a escuridão tratou de guardar para si. Talvez porque nunca avistara tanta intensa paixão. Diferente do sol, que preferiu resplandecer ao céu e ao mundo a intensidade dos humanos desejos e prazeres.
Não importa quão proibido fosse. Ela sabia que pela primeira vez, havia feito amor.


Jackeline Montibeler

4 comentários:

Poetizando a Vida disse...

Nosso primeiro conto!!! Uma gentil colaboração de nossa amiga Jackeline.

O conteudo eortico em nada exclui a beleza poetica, pois se nossa proposta é Poetizar a Vida temos de flaar de tudo; amor, egoismo, sexo, desprezo e morte.

Então sigamos na nossa empreitada.

Obrigado Jackeline
Obrigado Gente

James disse...

Existem lados de nossas irmão que não precisaríamos estar sabendo... [risadas]
Jacke, lindo texto, e mais uma vez um ponto de vista feminino de algo tão corriqueiro em nossos dias...
Que possamos todos encontrar a visão nossas cidades de ouro/prata antes de fazer amor de qualquer jeito!!!

Abraço linda! Te amo!

Até

Jackeline Montibeler disse...

Surpresa para mim ver este meu conto publicado...
Espero que Tenham gostado.
Há uma soh primeira vez para tudo, apenas uma. Então q nossos atos sejam reflatidos e pensados. Q não venhamos fazer sexo, mas fazer amor...

Obrigada aos leitores. :)

Unknown disse...

jake,muito bom e envolvente esse conto...fica ai uma proposta para refletiro-mos,q o sexo está muito além da carnalidade,ele é mistico...
abraços
gui